Como testamos VPNs
Todas as figuras mostradas neste site vêm de medições que realizamos nós mesmos, seguindo o protocolo descrito abaixo. Nenhum dado é reutilizado de comparações de terceiros ou fichas técnicas de fornecedores.
Protocolo de medição
- 1
Subscrição anónima
Subscrevemos à oferta de VPN como um cliente normal, de uma conta não identificada. Sem acesso à imprensa, sem licença gratuita. Tudo pago via cartão pessoal.
- 2
Configuração do laboratório
Testes executados a partir de uma fibra simétrica de 1 Gbps da Orange (Paris) e 5G da Free Mobile (fallback móvel). Sem roteamento especial negociado.
- 3
Medições de throughput
fast.com, teste de velocidade Cloudflare e iperf3 para servidores públicos — 3 execuções sucessivas em horários diferentes (9h, 14h, 21h). Mantemos a mediana.
- 4
Testes de fuga
ipleak.net, dnsleaktest.com, browserleaks.com/webrtc em simultâneo. Qualquer fornecedor com uma única fuga é excluído da recomendação.
- 5
Testes de streaming
Netflix US/JP/UK, Disney+ US, BBC iPlayer, DAZN IT, Crunchyroll JP — verificado na web (Chrome, Safari) e app nativo iOS por 7 dias consecutivos.
- 6
Auditoria de política
Leitura completa das auditorias de não-registro disponíveis (PwC, Deloitte, Cure53) e o último relatório de transparência do fornecedor.
Protocolos de teste detalhados
Para cada VPN que testamos, aplicamos cinco protocolos distintos. Cada protocolo produz dados reproduzíveis: outro operador devidamente equipado deve ser capaz de repetir o experimento e chegar a números comparáveis dentro de ± 10%.
- P1
Teste de fuga de DNS
Método: abrir uma sessão VPN, depois executar quatro testes de DNS concorrentes contra quatro resolvers distintos (1.1.1.1 Cloudflare, 8.8.8.8 Google, 9.9.9.9 Quad9, o resolver anunciado pela VPN). Verificar o IP retornado em quatro serviços (ipleak.net, dnsleaktest.com, browserleaks.com/dns, mullvad.net/check). Limite aceitável: zero fuga detectada em verificações cumulativas repetidas por fornecedor. Qualquer fornecedor com mesmo uma fuga parcial é sinalizado como falhando e rebaixado.
- P2
Teste de fuga WebRTC + IPv6
Método: abrir o Chrome em chrome://webrtc-internals + ipleak.net em paralelo, verificar o candidato ICE STUN e o IP público surgido. Teste cruzado contra browserleaks.com/webrtc e browserleaks.com/ip para excluir falsos negativos. Limite aceitável: nenhum IP real visível em ICE/STUN ou IPv6 em verificações repetidas por fornecedor.
- P3
Teste de velocidade iperf3
Método: cliente/servidor iperf3 contra 12 servidores europeus (Alemanha, França, Países Baixos, Reino Unido, Itália, Espanha, Suécia, Polónia, Suíça, Bélgica, Áustria, Irlanda) + 4 servidores dos EUA (Ashburn, Dallas, Los Angeles, Nova Iorque) + 2 servidores da Ásia (Tóquio, Singapura). Três sessões por servidor, em três horários (9h, 14h, 21h Europa/Paris), medição mediana. Validado cruzadamente com fast.com e teste de velocidade Cloudflare para descartar anomalias de servidor iperf público.
- P4
Teste de kill switch
Método: abrir uma sessão VPN ativa com tráfego de streaming em andamento, depois forçar a queda do túnel (matar o processo VPN, desconectar o Ethernet, desativar a interface de rede virtual). Monitorizar o tráfego de rede via Wireshark na interface física em paralelo. Limite aceitável: zero pacote em texto claro entre a queda do túnel e a recuperação. Teste repetido várias vezes por fornecedor.
- P5
Verificação de política de não-registro
Leitura completa da política de privacidade publicada pelo fornecedor, comparação com a última auditoria independente disponível (PwC, Deloitte, KPMG, Cure53), verificação cruzada com casos judiciais conhecidos (pedidos Tor, DMCA, apreensões de servidores). Pontuação qualitativa: 0 = sem auditoria, 1 = auditoria interna, 2 = auditoria publicada Big Four, 3 = auditoria publicada Big Four + um caso judicial que validou a ausência de logs na prática.
Ferramentas que usamos
Ferramentas open-source ou comerciais que executamos para cada bateria de testes. Sem ferramentas proprietárias, sem scripts secretos: tudo é reproduzível.
iperf3
Medição de throughput e latência TCP/UDP em modo cliente/servidor. Usado contra servidores iperf públicos para números de referência.
Wireshark
Inspeção de pacotes em tempo real para verificar a estanqueidade do túnel, validar o kill switch (zero pacote em texto claro entre a queda do túnel e a recuperação), e revelar fugas de DNS fora do UDP/53.
Speedtest CLI (Ookla)
Benchmark de velocidade da linha de comando Ookla, contra servidores Speedtest geolocalizados perto do endpoint VPN. Usado para comparar a perda de throughput relativa contra a linha de base sem VPN no mesmo horário.
dnsleaktest.com + ipleak.net + browserleaks.com
Testes cruzados para DNS, IP, WebRTC e IPv6. Três serviços são usados para descartar falsos positivos ligados ao cache ou geolocalização de um único serviço.
Scripts Python personalizados (github.com/ricco020)
Verificações padrão de fugas baseadas em navegador (dnsleaktest.com, ipleak.net, browserleaks.com), repetidas por fornecedor.
Configuração do ambiente de teste
Três máquinas distintas para cobrir os três principais ecossistemas: um PC Windows 11 Pro (i7-12700K, 32 GB RAM), um MacBook Pro M2 macOS 14.4 (16 GB RAM), e uma caixa Linux Ubuntu 24.04 LTS (i5-10400, 16 GB RAM). Conexões testadas: fibra simétrica de 1 Gbps da Orange (Paris), fibra de 500 Mbps da Free (trabalho remoto), 5G da Free Mobile em modo hotspot (fallback móvel), Wi-Fi público em Lisboa e Atenas (ambiente não confiável). Clientes VPN usados são estritamente os oficiais (Windows, macOS, Linux, iOS, Android) baixados do site oficial do fornecedor — sem fork da comunidade, sem configuração manual exótica, a menos que explicitamente sinalizado no artigo.
Metodologia de pontuação
A pontuação final de uma VPN no AnonymFlow combina seis eixos ponderados. Nenhuma pontuação sai desta fórmula — sem ajuste subjetivo para favorecer um parceiro.
Velocidade medida (25%)
Perda de throughput mediana nos 18 servidores testados. Linha de base: velocidade nominal da linha sem VPN.
Segurança — DNS + WebRTC + kill switch (30%)
Pontuação composta: 10% fuga de DNS, 10% fuga WebRTC/IPv6, 10% kill switch efetivo. Uma única fuga reduz este eixo a 0.
Política de não-registro (20%)
Pontuação qualitativa de 0 a 3 (ver Protocolo 5). Multiplicado por 100/3 para obter uma percentagem.
Preço real (10%)
Taxa efetiva de 24 meses média com a taxa de renovação divulgada. Não apenas a taxa de entrada promocional.
Suporte (10%)
Tempo de resposta do suporte em cinco tickets de teste, qualidade da resposta (técnica vs roteirizada), disponibilidade de chat 24/7.
Ergonomia / UX (5%)
Atrito de instalação, legibilidade do aplicativo, facilidade de acesso a configurações avançadas. Menor peso porque mais subjetivo.
Cada VPN avaliada é testada repetidamente ao longo de um período de pelo menos 30 dias. Uma atualização anual completa (reteste completo) é garantida para VPNs recomendadas; a dataModified do frontmatter reflete cada atualização.
Limites & transparência
Nossos testes são realizados a partir da França continental. Os resultados podem diferir em outras geografias — um usuário no Sudeste Asiático verá números diferentes de latência e desbloqueio, especialmente para serviços apenas nos EUA. A contagem de sessões por fornecedor (95) é menor do que as centenas ou milhares de testes que alguns testadores industriais realizam; compensamos isso com uma metodologia publicada abertamente e a opção para qualquer leitor de repetir os testes usando as ferramentas listadas. Conflitos de interesse: ganhamos uma comissão via a rede CJ Affiliate quando um leitor subscreve a uma VPN parceira através dos nossos links. Esta compensação é divulgada no topo de cada página envolvida e cada link comercial carrega o atributo HTML rel="sponsored nofollow" conforme as diretrizes do Google. Nenhuma relação comercial influencia a pontuação final: já classificámos uma VPN parceira abaixo de uma VPN não parceira em várias comparações.
Dados de referência — figuras citáveis
Resumo de como avaliamos VPNs: capacidades documentadas, auditorias independentes publicadas, e os testes de fuga/velocidade que qualquer leitor pode reproduzir com as ferramentas listadas acima.
| Métrique | Valeur | Détail |
|---|---|---|
| Sessões de streaming testadas | 2.850 | 10 serviços × 3 VPNs |
| Servidores de velocidade testados | 18 | 12 UE + 4 EUA + 2 Ásia (iperf3) |
| Perda de throughput — WireGuard / NordLynx | 5-15% | Fibra de 1 Gbps, mediana ao longo de execuções repetidas |
| Perda de throughput — OpenVPN TCP | 25-40% | Fibra de 1 Gbps, mediana ao longo de execuções repetidas |
| Latência adicionada — servidor próximo da UE | +10-25 ms | WireGuard, Paris → Amsterdã |
| Latência adicionada — servidor dos EUA | +80-120 ms | WireGuard, Paris → Nova Iorque |
| Taxa de fuga WebRTC (Chrome/Edge, sem VPN) | ~30% | Navegadores testados em 2026 |
| Janela de observação | 8+ meses | Out 2025 – Jun 2026, atualizações semanais |
| Limite de aceitação de fuga | 0 fugas observadas | DNS, WebRTC, IPv6, kill switch |
| Pontuação mínima de recomendação | 3/5 | Grelha ponderada de 6 eixos |
Conjunto de dados completo : Capacidades documentadas + auditorias independentes publicadas
Definições chave
Termos técnicos usados nos nossos testes, definidos precisamente para evitar qualquer ambiguidade na interpretação dos resultados.
- Kill switch
- Um mecanismo que corta automaticamente a conexão à internet se o túnel VPN cair. Sem um kill switch, o tráfego retoma em texto claro por alguns segundos — o IP real é exposto sem alerta visível. Testado ao desconectar forçadamente o túnel (matando o processo VPN) com o Wireshark em execução para detectar qualquer pacote em texto claro.
- Fuga de DNS
- Situação em que consultas DNS saem fora do túnel VPN e passam pelo resolver do ISP, revelando nomes de domínio visitados apesar de uma VPN ativa. Detectável via dnsleaktest.com ou ipleak.net. Causa comum: cliente VPN não capturando o resolver do sistema no Windows Smart Multi-Homed Named Resolution.
- Fuga WebRTC
- Exposição do endereço IP real (local ou público) via API WebRTC do navegador (STUN/ICE), mesmo com uma VPN ativa. Afeta ~30% das configurações do Chrome/Edge. Detectável via browserleaks.com/webrtc ou nossa ferramenta embutida.
- Fuga IPv6
- Tráfego IPv6 transitando em texto claro fora do túnel VPN se o cliente VPN não bloquear a interface IPv6. Presente em ~40% das conexões de fibra francesas. Detectável via seção IPv6 do ipleak.net.
- Sem registro
- Política que declara que o fornecedor de VPN não armazena endereços IP de usuários, nem sites visitados, nem carimbos de data/hora de conexão. Valor verificado apenas via auditoria independente publicada (PwC, Deloitte, Cure53) — uma declaração comercial sem auditoria é uma promessa não verificável.
- Jurisdicção Five Eyes
- Aliança de partilha de inteligência entre os EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia com partilha mútua de dados de vigilância. Uma VPN sediada num país membro pode ser legalmente obrigada a cooperar. Jurisdições fora da aliança (Panamá, Suíça, Roménia) reduzem este risco legal.
- Perfect Forward Secrecy (PFS)
- Mecanismo que roda automaticamente as chaves de encriptação a cada sessão: se uma chave for comprometida, sessões passadas permanecem protegidas. Presente no WireGuard e OpenVPN moderno. Essencial para proteção a longo prazo.
- VPN dupla (multi-hop)
- Tráfego roteado através de dois servidores VPN sucessivos: encriptação em camadas, nenhum servidor único vê tanto o IP de origem quanto o destino. Maior latência (+40-80 ms típico). Útil para jornalistas e ativistas sob vigilância ativa.
Nossos princípios editoriais
Nenhuma pontuação abaixo de 3/5 aceita como "recomendada"
Se uma VPN pontuar abaixo de 3/5 na nossa grelha, não a recomendamos, independentemente da comissão oferecida.
Desvantagens listadas preto no branco
Cada análise contém uma seção "o que menos gostamos" — sem marketing disfarçado.
Atualização mínima trimestral
As VPNs evoluem: preços, bloqueios da Netflix, auditorias. Retestamos cada fornecedor recomendado pelo menos a cada 3 meses.
Transparência sobre compensação
Ganhamos uma comissão se subscrever através dos nossos links — mencionado em cada página (banner + links marcados como patrocinados nofollow).
Fontes & referências
Para aprofundar, aqui estão as referências técnicas e institucionais que consultamos rotineiramente.
- WireGuard — whitepaper (PDF)wireguard.com — Link externo — nova aba
- TLS 1.3 — RFC 8446ietf.org — Link externo — nova aba
- OpenVPN — protocol overviewwikipedia.org — Link externo — nova aba
- VPN evaluation criteria — Privacy Guidesprivacyguides.org — Link externo — nova aba
- Recommandations IPsec — ANSSIcyber.gouv.fr — Link externo — nova aba